segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Plano de Curso Interpretação IV 2017 II






UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA
INSTITUTO DE ARTES
CURSO DE TEATRO



DISCIPLINA: Interpretação / Atuação IV

CÓDIGO: GTE028

PERÍODO/SÉRIE: 5°

TURMA: Y

CH TEÓRICA: 15

 

 CH PRÁTICA: 75


CH TOTAL: 90

OBRIGATÓRIA: (X)

OPTATIVA: ( )

PROFESSOR(A): Renata Bittencourt Meira

ANO/SEMESTRE:2017.2

 EMENTA

Técnicas de interpretação com base nas investigações e nas releituras das obras de pensadores e encenadores estrangeiros, com especial ênfase ao teatro contemporâneo.

  
JUSTIFICATIVA

A disciplina Interpretação IV promove a integração de conhecimentos acionados em disciplinas específicas de trabalho corporal, especialmente consciência e expressão corporais, em continuidade aos estudos de atuação e interpretação. Propõe a pesquisa somática como meio de atuação e criação no campo do teatro performativo.

 OBJETIVOS 

 Incorporar os estudos somáticos para criação cênica e as possibilidades de atuação decorrentes destes estudos sob a perspectiva da cena contemporânea estrangeira, especialmente o teatro performativo, dentre as múltiplas experiências teatrais recentes e atuais.


 PROGRAMA

 O teatro performativo como referência do teatro contemporâneo;
 Estudos somáticos em processos criativos: a busca de uma corporeidade criativa;
 Trabalho somático como processo de descolonização corporal;
 Criação coletiva de poética cênico-performativa;
 O estudo somático como caminho da pesquisa corporl criativa e performativa.


 METODOLOGIA 
  
O componente propõe as ações de preparação, disparadores de criação, sugestão de materiais, técnicas e estratégias para estudo de atuação e criação de trabalho performativo.

As aulas dar-se-ão em caráter prático e reflexivo, contemplando exercícios técnicos de treinamento do corpovoz do ator; pesquisa somático criativa e processo coletivo de criação performativa. Para tanto serão realizadas atividades em:

 Pesquisa em corporeidade: estudos práticos de pesquisa somática;
 Laboratórios de criação;
 Pesquisa poética em imagens e textos;
 Leituras, debates e escrituras;
 Elaboração de um Caderno Performativo;
 Elaboração de Diários de Leitura;
 Apresentação das cenas performativas criadas como parte do processo de criação.


 AVALIAÇÃO 

A avaliação é um dos componentes do trabalho pedagógico que visa ao diagnóstico do processo de aprendizagem de cada aluno e do grupo como um todo. O processo de avaliação será contínuo e múltiplo, realizado a partir das diversas produções dos alunos, bem como da participação destes durante o período de realização das atividades propostas em aula.

33 pontos - auto avaliação
Declaração escrita, pessoal e justificada do interesse e participação e do estudante nas atividades propostas; esta avaliação leva em consideração: a participação nas atividades propostas, pontualidade na entrega dos trabalhos; freqüência nas aulas; concentração; generosidade; engajamento coletivo, profundidade e seriedade no desenvolvimento dos trabalhos; além de entendimento e desenvolvimento de pesquisa somática e de criação performativa.

33 pontos - relatório escrito
Elaboração de Relatório Escrito que apresente a experiência prática desenvolvida e as reflexões que as leituras provocaram. O relatório deve conter todo o processo do estudante e finalizar com considerações que apresentem uma síntese da compreensão e dos usos dos recursos práticos somáticos e imaginativos na criação performativa. A nota levará em conta a clareza das ideias, a dedicação, a apresentação e a pontualidade na entrega do relatório.

34 pontos - atuação
Atuação e participação na criação de trabalho performativo. Esta nota considera o resultado elaborado em formato performativo e também o envolvimento no processo, a participação nos laboratórios coletivos e dedicação nas atividades individuais complementares, como busca de imagens e realização de material cênico. A nota levará em conta a dedicação na pesquisa e experimentação de elementos performativos para composição coletiva supervisionada.


 BIBLIOGRAFIA 

BÁSICA

BARBA, Eugenio. A Arte Secreta do Ator. Campinas : UNICAMP, 2012.
FERÁL, Josette. Por uma poética da performatividade: o teatro performativo. Sala Preta, Brasil, v. 8, p. 197-210, nov. 2008.
PRECIOSA SEQUEIRA, Rosane. Rumores Discretos da Subjetividade. Porto Alegre: Sulina & UFRGS, 2010.

COMPLEMENTAR

ARTAUD, Antonin. O Teatro e seu Duplo. SP: Martins Editora, 2006.
BARBA, Eugenio. Além das ilhas flutuantes.Campinas : UNICAMP, 1991.
BROOK, Peter. O teatro e seu espaço. Petrópolis: Vozes, 1970.
FELDENKRAIS, Mosche. Consciência pelo movimento. São Paulo: Summus Editorial, 1977.
FORTIN, Sylvie. Educação Somática: Novo ingrediente da formação prática em dança. In: Cadernos do GIPE-CIT, 2, 1999, 40-55. Tradução de Márcia Strazzacappa. GIL, José. Movimento Total: o corpo e a dança. Lisboa, Portugal: Relógio D’Água Editores, 2001.
GROTOWSKI, Jerzy. Em busca de um teatro pobre. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1971.
MEIRA, Renata Bittencourt. Conceituar a experiência: expressividade de corpos sensíveis. In: Memória Abrace Digital. GT Processos de Criação e Expressão Cênicas – Anais do VI Congresso Nacional da Associação Brasileira de Pesquisa e Pós Graduação em Artes Cênicas – ABRACE – 2010. Disponível em http://portalabrace.org/vicongresso/processos/Renata%20Bittencourt%20Meira.pdf
MEIRA, Renata B. Expressões e Impressões do Corpo em Cena. In: Teatro ensino, teoria e prática / Paulo Merísio e Vilma Campos organizadores. Uberlândia: EDUFU, 2011.
OIDA, Yoshi. O ator invisível. São Paulo: BECA, 2001.
SACKS, Oliver. O Homem que Confundiu sua Mulher com um Chapéu. São Paulo: Companhia das Letras, 1985 (1970), pp. 59 a 71.
SHUSTERMAN, Richard. Consciência Corporal. Tradução de Pedro Sette-Câmara. Rio de Janeiro: E Realizações, 2012.


segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Interpretação IV 2017 II

Considerando o foco no Teatro Performativo, resolvi ampliar este blog que acompanhava até hoje a disciplina Teatro e Cultura Popular.

As encruzilhadas culturais são cruzamentos de referências, encontros de diferenças, lugar de ambiguidades e criação de hibridismos.

Trazemos para este blog, então, o estudo do Teatro Performativo como uma possibilidade de Encruzilhada Cultural, com estudos e um processo criativo parte da formação do atuante no curso de Teatro da UFU.

LABIRINTO

elenco de O labirinto, apresentaçao no encerramento do ano de 1917 no curso de teatro da UFU